Aproximam-se as eleições autárquicas. Como em muitas cidades há problemas no Porto, particularmente na cidade medieval e oitocentista. Mais do que promessas vãs, importa inventariar os problemas que mais afligem a sua população ou a falta dela. A cidade tem de ser acolhedora e atraente para os que nela vivem e para os que a visitam. Tem de ser uma cidade harmoniosa onde todos possam desfrutar em pé de igualdade o que ela tem para nos oferecer. Este vídeo é o meu pequeno contributo para uma cidade com mais qualidade e maior felicidade dos seus habitantes.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Aproximam-se as eleições autárquicas. Como em muitas cidades há problemas no Porto, particularmente na cidade medieval e oitocentista. Mais do que promessas vãs, importa inventariar os problemas que mais afligem a sua população ou a falta dela. A cidade tem de ser acolhedora e atraente para os que nela vivem e para os que a visitam. Tem de ser uma cidade harmoniosa onde todos possam desfrutar em pé de igualdade o que ela tem para nos oferecer. Este vídeo é o meu pequeno contributo para uma cidade com mais qualidade e maior felicidade dos seus habitantes.
domingo, 30 de junho de 2013
2 de Março no Porto
domingo, 10 de fevereiro de 2013
A GUERRA EM SILÊNCIO
Não se vê o movimento de tropas, mas assiste-se ao trânsito das pessoas refugiando-se noutros países.
Não se ouve a deslocação de aviões de guerra, mas pode observar-se lojas fechadas, fábricas encerradas, filas intermináveis de desempregados.
Não se visualizam os tanques de guerra invadindo as cidades, mas sente-se pessoas sem lar, procurando na rua o seu abrigo.
Não se ouve o assobio dos rockets, mas assiste-se a filas de pessoas procurando um pouco de comida.
Não se escuta o ruído dos disparos, mas vê-se pessoas com fome, de braços no ar, tentando agarrar alimentos.
Não se ouve o estrondo das granadas, mas assiste-se ao abandono dos idosos entregues ao seu destino.
Não se sente o disparar de metralhadoras, mas encontram-se em muitas escolas crianças subnutridas.
Não se vêem trincheiras com soldados vigilantes, mas sentem-se animais ao abandono buscando desesperadamente alimento.
Não temos prisioneiros de guerra, mas assiste-se quase diariamente a suicídios de mães que arrastam os filhos para o fim.
Não temos campos de concentração, mas vê-se muita gente prisioneira do seu vazio.
Não se vê a guerra mas sente-se o seu silêncio.
sábado, 26 de janeiro de 2013
Trinta e quatro anos de trabalho, sem horas, sem vida familiar, sempre com a camisola da empresa á frente. Dois dias de faltas nesse tempo todo. Chegou o dia de regressar a casa. Uma sensação de alivio e a certeza de ter cumprido a minha missão. Era altura de virar a página, dedicar-me a outros temas. Tudo parecia correr como imaginara. Mas eis que a escória da politica, em nome do interesse nacional, surge brutal e impiedosa, não olhando a meios para desbastar o que de bom existia , destruindo emprego, lares, pessoas, deixando um rasto de miséria e sofrimento. Jamais fui assaltado com esta violência.
Os portugueses não mereciam esta traição. A divida soberana não foi inventada pelo povo nem nasceu da sua vontade. Esta divida foi o alimento de uma reles classe politica que desbaratou os fundos de que dispôs, que destruiu as fontes de riqueza do povo, que avançou com projectos megalómanos sem qualquer mais valia para o bem estar da população.
Roubaram-me anos de ilusão, obrigaram-me a rebobinar o filme da minha vida e regressar á minha meninice quando a vida era muito difícil e eu criança nada podia acrescentar.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Trinta anos de presidência
Não sou um adepto que frequente elites ou passarelas, misturo-me na massa anónima que de semana a semana vibra com os feitos do seu clube, irrita-se quando a bola não entra, emociona-se com as vitórias, que olha para o lado e vê a alegria que vai na alma daquelas gentes quando os títulos brotam como flores, que o amor ao azul e branco é, muitas vezes, o único bem que lhes alimenta a alma. Esta é a mais longa paixão da minha vida. Desde o ano 49 do século passado que não conheço outra cor. Sedimentei esta ligação nas derrotas, nas humilhações, na pequenez dos nossos horizontes. A minha maior aspiração em criança era o novo estádio do FCP, assim se escrevia no jornal "O Porto" de 18.04.1950. Nessa inauguração saltaram-me as lágrimas porque fomos goleados pelo nosso adversário. Mas valeu a pena esta longa travessia do deserto.
Depois o Clube rompeu muros, abriram-se mentalidades, rasgaram-se fronteiras. Tudo com um denominador comum - Pinto da Costa. Para uma cidade fechada, estagnada por forças que lhe eram hostis, o aparecimento deste dirigente foi uma lufada de ar fresco, um exemplo de dedicação, competência e ambição a que os portugueses não ficaram indiferentes, nem mesmo os seus detratores.
Uma pergunta ocorre insistentemente. e o futuro? As bases estão consolidadas, o Clube é hoje uma instituição respeitada e admirada em muitos cantos do Mundo. É um ícone da cidade do Porto. Não podemos perder este capital. Oxalá daqui a uma dezena de anos possamos festejar os 40 anos de presidência.
Não sou um adepto que frequente elites ou passarelas, misturo-me na massa anónima que de semana a semana vibra com os feitos do seu clube, irrita-se quando a bola não entra, emociona-se com as vitórias, que olha para o lado e vê a alegria que vai na alma daquelas gentes quando os títulos brotam como flores, que o amor ao azul e branco é, muitas vezes, o único bem que lhes alimenta a alma. Esta é a mais longa paixão da minha vida. Desde o ano 49 do século passado que não conheço outra cor. Sedimentei esta ligação nas derrotas, nas humilhações, na pequenez dos nossos horizontes. A minha maior aspiração em criança era o novo estádio do FCP, assim se escrevia no jornal "O Porto" de 18.04.1950. Nessa inauguração saltaram-me as lágrimas porque fomos goleados pelo nosso adversário. Mas valeu a pena esta longa travessia do deserto.
Depois o Clube rompeu muros, abriram-se mentalidades, rasgaram-se fronteiras. Tudo com um denominador comum - Pinto da Costa. Para uma cidade fechada, estagnada por forças que lhe eram hostis, o aparecimento deste dirigente foi uma lufada de ar fresco, um exemplo de dedicação, competência e ambição a que os portugueses não ficaram indiferentes, nem mesmo os seus detratores.
Uma pergunta ocorre insistentemente. e o futuro? As bases estão consolidadas, o Clube é hoje uma instituição respeitada e admirada em muitos cantos do Mundo. É um ícone da cidade do Porto. Não podemos perder este capital. Oxalá daqui a uma dezena de anos possamos festejar os 40 anos de presidência.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Por onde andam os deputados do Norte?
As noticias saem em catadupa. O abandono da linha férrea entre o Pocinho e Barca D'Alva. O fim da linha do Tua. As sucessivas interrupções da construção do túnel do Marão. O marasmo da linha férrea Porto-Vigo. O isolamento do porto de Leixões face ao plano ferroviário anunciado. O vangardismo do norte no pagamento de portagens nas SCUT. O vazio na Administração do Metro do Porto e ausência de planos para a sua expansão. E o que mais virá. Entretanto o Norte, com o JN anunciou, ocupa pelas piores razões o ranking das desgraças. O maior empobrecimento nos últimos 15 anos, salários no fundo da tabela, elevada taxa de desemprego. A desertificação do interior norte vai-se gradualmente estender á faixa litoral. Perante este panorama, ocorre-me perguntar por onde andam os deputados que foram eleitos pelo Norte? Andam por aí, nada de novo. E os autarcas do Norte? Reações tardias e com pouca firmeza. E a Comissão Coordenadora da Região Norte? A sua voz não se ouve. Concluímos pois que no Norte não há vozes corajosas que se façam ouvir na capital do ex-Império, problema agravado com o ruído da crise. No início, D. Afonso Henriques, ainda o conceito de pátria estava distante, era ouvido e fazia-se ouvir. E foi assim que conquistou Lisboa.(Texto publicado na página do leitor no diário JN de 7 de Outubro de 2011)
Subscrever:
Mensagens (Atom)


